i-doser: o buraco é mais embaixo!
As drogas são um sério problema da sociedade. Todos sabemos o sofrimento que as drogas causam nas famílias. Isso vale desde as drogas mais leves, como o cigarro e o álcool, até chegar às mais pesadas, como a cocaína, heroína e o crack. Filhos perdidos, pais perdidos, consumidos pelo vício, destruição de lares, violência doméstica, etc. Isso sem contar com o problema do tráfico, que gera toda uma indústria maligna, onde assassinatos e chacinas fazem parte do dia a dia.
O grande problema das drogas é que, infelizmente, para alguns, o “barato” da droga os faz “esquecer” seus problemas. É uma fuga da sua própria vida. As coisas não estão fáceis? Então vai beber! Não aguento os meus pais? Vou dar “um tapa” num cigarrinho de maconha. Aí sim vou ficar mais feliz. Tá todo mundo cheirando, experimenta! E por aí vai. Tudo começa com uma busca pela viagem que a droga proporciona. Isso vale desde o álcool. Quem bebe buscando ficar tonto, busca fugir de algo.
Bom, a situação é calamitosa e presente em muitos de nossos lares.
Até que um dia alguém pensou: e se fosse possível ter “o barato” das drogas sem os malefícios que elas trazem? Pois bem, encontraram uma maneira. Infelizmente. E essa maneira chama-se i-doser.
I-doser é um programa de computador que produz “doses” de ondas sonoras, que procura interferir nas ondas cerebrais do usuário, simulando o efeito de várias drogas reais em seres humanos. As doses devem ser compradas, e o uso delas é limitado, não sendo possível o seu re-uso depois de algumas doses. Foi desenvolvido atráves de uma técnica conhecida como ondas binaurais, que emite sons que alteram a freqüência do cérebro. As doses mais conhecidas são Gate of Hades e Hand of God, tendo alta repercussão na internet.
Fonte: Wikipedia
Gate of Hades, traduzindo para o português, seria algo como “portão do inferno”, uma vez que Hades, na mitologia grega é o deus que cuida do mundo inferior e o mundo dos mortos. Semelhante ao inferno cristão. Hand of God, em português, traduz-se como “mão de deus”. E esses são apenas alguns dos nomes das “doses” disponíveis para “curtir o barato”.
Ótima idéia, não? Não!
A questão é mais profunda. Nunca usei tais “doses”, então não posso afirmar sua eficácia, mas a Wikipedia mesmo nos traz:
Alguns usuários que provaram do I-doser e até os que não provaram dizem que toda a ideologia e ciência do programa e das ondas binaurais não passam de um Placebo. Não há nenhum estudo que comprove isso, e vice-versa. Sobre a questão da dependência, já que ocorre nas drogas reais, neurologistas afirmam que não há possibilidades de dependência, porém que deve ser usado com cautela: existe um alerta sobre a possibilidade de que, com o tempo, as drogas digitais possam provocar disfunções cerebrais.
O problema está em “precisar” desse tipo de subterfúgio. Em precisar de um “barato” desses. O homem naturalmente procura a sua felicidade. Faz parte daquilo que chamamos “instinto natural”. O homem precisa ser feliz. E, para conseguir isso, procura nos mais diversos lugares. Uns na sexualidade, outros no consumo, outros na ambição, outros nas drogas, outros em ídolos, e alguns poucos a procuram onde efetivamente se pode achar.
Nossa geração não gosta de enfrentar a vida. Não gosta de enfrentar seus problemas. Não é capaz de confrontar-se a si mesmo e ver suas falhas, seus defeitos, e lutar para ser melhor. Nossa geração não é capaz de sair da superficialidade. “Se eu paro, eu penso, se eu penso, eu choro” é o lema intrínseco dessa geração. Por isso a busca desenfreada por mecanismos que substituam. Que tragam um “barato”.
Nossa geração não precisa de i-doser. Nossa geração precisa de Deus!
P.S.: sei que alguns poderão vir aqui e falar que existem doses que possibilitam “melhorar” as capacidades cognitivas e blá-blá-blá. Para esses eu respondo que a inteligência supera isso. Basta exercitar. (Mas exercitar dá trabalho, né? Cansa!)