Nós, ministros de música, somos chamados a cantar um “canto novo”. Provavelmente todos que trabalham com música na Renovação Carismática Católica já ouviram esse termo. É, de certa forma, um “lugar-comum” dentro do nosso linguajar, da nossa identidade. É algo que deveríamos buscar a todo momento, mas que não buscamos. Ou melhor, até pensamos que buscamos. Na verdade, eu vejo que muitos de nós não entendemos o que significa “cantar um canto novo”.
Cantamos um “canto novo” quando deixamos que o próprio Espírito Santo vem conduzir nossa arte. Cantamos um “canto novo” quando deixamos Deus fazer o novo dentro de nós a cada canção ministrada com sinceridade e unção. Quando não permitimos que a nossa vaidade interfira nos planos de Deus, principalmente dentro do trabalho de um Ministério. Cantamos um “canto novo” quando deixamos Deus escolher o que vamos cantar, e de que modo cantar.
Vamos dar um exemplo bem prático dentro de um Grupo de Oração. Conhecemos diversas músicas que clamam a presença do Espírito Santo, não é mesmo? Sem tomar por base nenhuma estatística, arrisco a dizer que praticamente todos os CDs de Ministérios de Música que carregam a nossa Espiritualidade Carismática possuem novas e belas músicas que clamam a presença do Espírito Santo em nossos coração. Pedindo batismo, fogo, unção, poder, curas, dons, etc. Mas, existem momentos em nossos Grupos de Oração em que o próprio Espírito quer escolher qual canção, e, para isso, precisamos estar com os ouvidos bem atentos aos sussurros do Espírito Santo. Ao que Ele quer fazer em nossos corações naquele momento. Não serve qualquer canção. Ele provavelmente tem uma específica para aquele momento. Ou até mesmo o silêncio.
Acredite, meus irmãos, isso acontece o tempo todo. Para cantar um “canto novo” precisamos trabalhar a escuta. Só escuta a voz do Pastor, quem conhece a voz do Pastor. Para cantar um “canto novo” não tem como se esconder de Deus. É preciso se expor. É preciso deixar Deus ser a canção das nossas vidas. Não tem outro caminho. Não tem como fazer de conta que é de Deus.
Não há como cantar um “canto novo” sem deixar Deus fazer o novo dentro dos nossos corações. Todos os dias. A nossa história com Deus só termina quando chegamos ao céu. Não dá para dizer a um nadador que está no meio do caminho que já está bom. Ele precisa chegar ao outro lado. Não importa o quanto ele nadou. Se ele atravessou o Canal da Mancha, ou se foi apenas um lago. Se ele parar no meio do caminho e não nadar mais, ele provavelmente morrerá afogado. Da mesma forma, não importa o tempo que você está caminhando com Deus, se você ainda não chegou ao céu, ainda tem muito a fazer.
Para um verdadeiro “canto novo” acontecer em nossos Grupos de Oração, um “canto novo” tem que acontecer em nossas vidas. Parece simples, mas vai lhe exigir um grande esforço.